Bioquímica Clínica On Line

20 de maio de 2012

DIRETRIZ – Deficiência de vitamina D em adultos

 

Resumo: este artigo traz os principais pontos da diretriz da Sociedade Americana de Endocrinologia a respeito da avaliação, do tratamento e da prevenção da deficiência de vitamina D em adultos.

Contexto clínico

Atualmente, muitas das publicações que vêm sendo divulgadas se relacionam à deficiência de vitamina D com diversas doenças, principalmente cardiovasculares, fazendo com que muitos médicos investiguem desnecessariamente a possibilidade de deficiência de vitamina D ou passem a fazer reposições inúteis. Trazemos aqui um resumo dos principais pontos abordados nesta diretriz da Sociedade de Endocrinologia dos EUA a respeito da avaliação, do tratamento e da prevenção da deficiência de vitamina D em adultos.

O principal ponto que esta diretriz traz é a não necessidade de rastreamento em massa. O mais importante é avaliar caso a caso para recomendar a suplementação diária, além de recomendações sobre exposição solar, pois os benefícios que têm evidência continuam sendo aqueles relacionados a doenças ósseas.

Principais pontos

1. O rastreamento populacional para deficiência de vitamina D não é recomendado, pois não há boas evidências que suportem esta atitude. Entretanto, pode-se fazer o rastreamento em adultos que são de alto risco para deficiência, incluindo aqui pacientes com osteoporose, obesidade ou história de quedas.

2. A deficiência de vitamina D é definida por um nível sérico de 25-hidroxi-vitamina D (25[OH]D) < 20 ng/mL (ou 50 nmol/L). Essa definição é consistente com relatório recente do Institute of Medicine, que faz parte da Academia Americana de Ciências, e tem como foco a base em evidências.

3. A recomendação de ingestão diária para adultos é de, ao menos, 600 UI/dia (800 UI/dia para pessoas > 70 anos), mas adultos de risco podem ser necessários = 1.500 UI/dia. Poucos alimentos contêm vitamina D em abundância de forma natural, e muitos adultos não consomem alimentos enriquecidos com vitamina D, nem se expõem de forma adequada à luz solar para manter os níveis de vitamina D adequados. Pessoas de pele escura tem maior risco de deficiência que pessoas brancas.

4. Tanto a vitamina D2 (ergocalciferol) como a D3 (colecalciferol) são suplementos aceitáveis.

5. O tratamento da deficiência de vitamina D é indicado para diversas razões do ponto de vista de alterações ósseas; as evidências apontam inclusive que o tratamento diminui a incidência de quedas em idosos. Por outro lado, não há evidência consistente que mostre prevenção de doença cardiovascular, diminuição de mortalidade ou melhoria da qualidade de vida.

Bibliografia

1. Holick MF et al. Evaluation, treatment, and prevention of vitamin D deficiency: An Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab 2011 Jun 6; [e-pub ahead of print]. (http://dx.doi.org/10.1210/jc.2011-0385) (Fator de Impacto: 6,202)

2. IOM (Institute of Medicine). 2011. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Washington, DC: The National Academies Press. [link para a publicação]

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: