Bioquímica Clínica On Line

1 de agosto de 2010

Resultados críticos de laboratório clínico

Filed under: Fase Pós Analítica — Admin @ 19:04
RESULTADOS CRÍTICOS DE LABORATÓRIO CLÍNICO QUE DEVEM SER, IMEDIATAMENTE COMUNICADOS AO MÉDICO ASSISTENTE
RESULTADOS QUANTITATIVOS DE ADULTOS

Ácido úrico > 13,0 mg/dl
Nefropatia aguda por ácido úrico, com bloqueio tubular à insuficiência renal. Em tal circunstância, o quociente Ácido úrico/Creatinina na urina (de uma micção) é > 1,0 mg/mg.
Antitrombina < 50%
Indicativo de deficiência considerável de inibidor, o qual, em presença de uma atividade aumentada de pró-fatores da coagulação, constitui um alto risco de complicações tromboembolíticas.
Amilase > 200UI/l
Aneurisma aórtico abdominal, pancreatite crônica, obstrução do ducto biliar, obstrução intestinal, infecção supurativa, abscesso hepático, câncer hepático.
Aminotransferases > 1000 UI/l
Dependendo da população atendida no consultório ou clínica correspondente.
Amônia > 100 mg/dl (59 mmol/l)Risco de encefalopatia hepática. Os estados comatosos iniciam habitualmente a partir de > 300 mg/dl (176 mmol/l).
Bilirrubina total > 15,0 mg/dl (257 mmol/l)
Enfermidade hepatobiliar, produzida predominantemente por viroses hepatotrópicas com risco de contágio.
Cálcio total < 6,6 mg/dl (1,65 mmol/l)
Cálcio iônico < 3,1 mg/dl (0,38 mmol/l)

Risco de tetania hipocalcêmica.
Cálcio total > 14,0 mg/dl (3,50 mmol/l)
Cálcio iônico > 6,3 mg/dl (1,60 mmol/l)

Risco de crise hipercalcêmica, associada a sintomas tais como déficit de volume, encefalopatia metabólica e sintomas gastrintestinais.
Cloretos < 75 mmol/l
Indicativo de alcalose metabólica considerável.
Cloretos > 125 mmol/l
Indicativo de acidose metabólica primária maciça ou pseudo-hipercloremia, em caso de intoxicação por brometos.
Creatinina > 7,40 mg/dl (654 mmol/l)Insuficiência renal aguda, por exemplo devido a uma insuficiência multi-órgãos ou de uma sépsis.
CK total > 1.000 UI/l
Dependendo da população atendida no consultório ou clinica correspondente.
Dímeros D Positivo ou dosagem aumentada.Em presença de uma CIVD, a detecção ou o valor aumentado de D dímeros indica a presença de fase II – ativação descompensada do sistema hemostático ou de fase III – quadro clínico completo de CID
Digoxina > 2,0 mg/dl (2,56 nmol/l)
Arritmia sinusal, bradicardia e sintomas extracardíacos tais como cansaço, debilidade muscular, náuseas, vômitos, letargia, cefaléia. Distintos graus de bloqueio aurículo ventricular.
Digitoxina > 40 mg/dl (52 nmol/l)
Os mesmos da digoxina.
Etanol > 3,5 g/l (76 mmol/l)
Concentração sanguínea de 3 a 4 g/l, pode ser fatal quando em uso simultâneo com medicamentos.
Fibrinogênio < 0,8 g/dl
Risco de hemorragia.
Fósforo inorg. < 1,0 mg/dl
Debilidade muscular, dores musculares, sintomas do sistema central tais como desorientação, confusão, convulsão, coma, insuficiência respiratória com acidose metabólica.
Fósforo inorg.> 9,0 mg/dl
Estes valores aparecem na síndrome de lise tumoral aguda e na insuficiência renal terminal.
Glicose < 45 mg/dl
Sintomas neurológicos de hipoglicemia, que podem estender-se desde uma diminuição da função cognitiva até a inconsciência.
Glicose> 450 mg/dl
Coma diabético devido a falta de insulina. Desenvolvimento de uma diurese osmótica com desidratação grave e cetoacidose diabética.
Hematócrito < 18 %
Corresponde a uma concentração de hemoglobina < 6,0 g/dl. O miocárdio recebe uma quantidade insuficiente de oxigênio.
Hematócrito> 61 %
Significa uma intensa hiperviscosidade do sangue. A resistência ao fluxo circulatório está elevada; situação de ameaça de insuficiência cárdio circulátória.
Hemoglobina < 6,6 g/dl
Os mesmos do hematócrito.
Hemoglobina > 19,9 g/dl
Os mesmos do hematócrito.
Lactato > 45 mg/dl
Indicativo de uma hiperlactacidemia do tipo A, que causa uma diminuição no recebimento de O2 nos tecidos. O metabolismo do ácido pirúvico deixa de ser oxidativo, para ser predominantemente redutor.
LDH > 1000 UI/l
Dependendo da população atendida no consultório ou clinica correspondente.
Leucócitos < 2000/µl
Perigo elevado de infecção, quando a contagem dos granulócitos for inferior a 500/ml.
Leucócitos > 50.000 / µl
Indicativo de uma reação leucemóide, como por exemplo, sépsis ou leucemia.
Lipase > 700 UI/l (Método turbidimétrico).
Lipase > 225 U/l (Método colorimétrico).
Indicativo de uma pancreatite aguda.
Magnésio < 1,0 mg/dl
Os sintomas característicos são: parestesia, câimbras musculares, irritabilidade, tetania. As arritmias cardíacas aparecem geralmente, quando existe ao mesmo tempo uma hipopotassemia, e são intensificadas pelos digitálicos.
Magnésio > 4,9 mg/dl
Diminuição da transmissão neuromuscular, resultando em sedação, hipoventilação com acidose
respiratória, debilidade muscular, diminuição dos reflexos tendinosos.
Mioglobina > 110 µg/l
Suspeita de infarto do miocárdio em pacientes com angina pectoris.
Sódio < 120 mmol/l
Intenso transtorno da tonicidade (distribuição de água entre o espaço intracelular e extracelular) devido a um distúrbio do hormônio antidiurético, da ingestão de água ou da capacidade de concentração e diluição renais. Os sintomas clínicos de uma hiponatremia intensa são resultantes do déficit de volume.
Sódio > 160 mmol/l
As principais manifestações de uma hipernatremia severa são os distúrbios do sistema nervoso central tais como desorientação e aumentos da excitabilidade neuromuscular com tremores e ataques convulsivos.
Osmolaridade < 240 mOsm/kg
Edema celular com aumento do volume celular e aparecimento de sintomas neurológicos e psiquiátricos.
Osmolaridade > 330 mOsm/kg
Intensa hiperviscosidade do sangue. A resistência ao fluxo circulatório está elevada.; situação discreta de insuficiência cardiocirculatória.
Potássio < 2,8 mEq/L ou > 6,2 mEq/L
Obstrução intestinal, acidose metabólica, infecção aguda, necrose tubular aguda, falência cardíaca congestiva.
PCO2 < 19 mmHg
Hiperventilação.
PCO2 > 67 mmHg
Hipoventilação.
pH < 7,20
Acidose gravemente descompensada representando perigo de morte.
pH> 7,60
Alcalose gravemente descompensada representando perigo de morte.
PO2 < 43 mmHg
Estes valores correspondem a uma saturação de oxigênio da hemoglobina inferior a 80% e portanto pode-se considerar risco de vida.
Plaquetas < 20.000/ul
Risco de sangramento. Descartar uma trombocitopenia induzida por EDTA.
Plaquetas > 1.000.00/ul
Risco de trombose.
Protrombina (Tempo) > 27seg ou Atividade < 50%
Diminuição dos fatores da coagulação dependentes da vitamina K (fatores II, VII e X) ou do fator V. Como todos estes fatores são produzidos pelo fígado, uma redução do tempo de protrombina a estes níveis, traduz um transtorno considerável da capacidade de síntese. Em uso de terapia cumarínica, existe o risco de sangramento, se a atividade da protrombina for inferior a 15%, equivalente a um RNI de aproximadamente > 4.
Troponina T e I > 1,0 mg/l (1,0 µg/ml)
Indicativo de infarto do miocárdio ou angina péctoris instável.
T3 (Triiodotironina) > 30 mg/l
Indicativo de tireotoxicose, uma condição detectável clínica e laboratorialmente, no qual os tecidos são submetidos, a uma hiperconcentração de hormônios tireoideos e então reagem frente a isto. As causas podem ser; enfermidade de Basedow, tumores trofoblásticos, adenoma hiperfuncionante da glândula tireóide, bócio nodular tirotóxico e raras vezes, uma hiperprodução de hormônio tireoestimulante (TSH).
T4 livre (Tiroxina livre) > 35 ng/l
Indicativo de tireotoxicose, uma condição detectável clínica e laboratorialmente, no qual os tecidos são submetidos, a uma hiperconcentração de hormônios tireoideos e então reagem frente a isto. As causas podem ser; enfermidade de Basedow, tumores trofoblásticos, adenoma hiperfuncionante da glândula tireóide, bócio nodular tirotóxico e raras vezes, uma hiperprodução de hormônio tireoestimulante (TSH).
Tromboplastina (ATTP) Tempo > 75 seg
Deficiência ou inativação dos fatores VII, VIII, IX, XI ou XII, com perigo de sangramento. Em tratamento com heparina, há perigo de sangramento se a ATTP está aumentada em mais de 2,5 vezes o limite superior de referência.
Uréia > 214 mg/dl (35,6 mmol/l)
Indicativo de insuficiência renal aguda, com aumento proporcional entre a uréia e a creatinina. Nas alterações pré-renal e pós renal, os aumentos da uréia e da creatinina, não são proporcionais.
RESULTADOS QUANTITATIVOS DE RECÉM NASCIDOS
Bilirrubinas > 14 mg/dl ((239 mmol/l)
No primeiro dia de vida, indicativo de doença hemolítica do recém-nascido, com risco de encefalopatia por bilirrubina.
Glicose < 30 mg/dl (1,7 mmol/l)
Hipoglicemia devido a transtorno congênito, ou um hiperinsulinismo devido a diabetes mellitus da mãe. A concentração de glicose < 25 mg/dl (1,3 mmol/l), deve ser tratada mediante administração parenteral de glicose.
Glicose > 325 mg/dl (18,0 mmol/l)
Deve ser investigada a causa com urgência.
Hematócrito <33 %
Indicativo de anemia severa com suprimento inadequado de oxigênio nos tecidos.
Hematócrito > 71%
Hiperviscosidade do sangue com aumento da resistência circulatória.
Hemoglobina < 8,5 g/dl
Risco de falência múltipla de órgãos, especialmente em pacientes com combinação de isquemia e hipóxia.
Hemoglobina > 23%
Hiperviscosidade do sangue, com aumento da resistência circulatória e sobrecarga do coração.
IgM > 20 mg/dl
Uma concentração de IgM acima do limite, pode estar correlacionada a uma infecção intra-uterina.
Leucócitos < 5.000/µl
Pode indicar sépsis neonatal.
Leucócitos > 25.000/µl
Pode indicar sépsis neonatal.
Potássio < 2,6 mmol/l
Ocorrência de sintomas neuromusculares, com hiporreflexia e paralisia dos músculos respiratórios.
Potássio  > 7,7 mmol/l
As conseqüências clínicas são: distúrbio do ritmo cardíaco, debilidade da musculatura esquelética e paralisia respiratória.
PO2 < 37 mmHg
Queda da saturação de oxigênio da hemoglobina, levando a valores abaixo de 85%.
Plaquetas < 100.000/µl
Em recém nascidos de peso normal, este resultado deve ser investigado. Em recém nascidos com peso inferior a 2.500 g, o valor limite é de 50.000/l.
Proteína C reativa > 5,0 mg/l
Indicativo de sépsis neonatal.
RESULTADOS QUALITATIVOS CRÍTICOS
1. Líquido cefalorraquidiano
a. Aumento da contagem das células;
b. Leucocitose > 10/mm3, presença de células malignas;
c. Glicose mais baixa que no soro;
d. Lactato > 20 mg/dl(2,2 mmol/l);
e. Detecção de microorganismos por coloração de Gram ou por prova de aglutinação;
f. Proteína Total nenhuma ou > 45 mg/dL.
2. Urina
a. Reação fortemente positiva para glicose e acetona, nas tiras reativas;
b. Presença de cilindros eritrocitários ou > 50% de eritrócitos deformados;
c. Hemoglobinúria sem eritrócitos no exame microscópico;
d. Detecção de drogas;
e. Presença patológica de cristais (urato, cisteína, leucina e tirosina);
f. Presença da redução de açúcar nos lactentes.
3. Contagem diferencial dos leucócitosa. Reação leucemóide;
b. Suspeita de leucemia;
c. Suspeita de aplasia;
d. Presença de células falciformes;
e. Presença de agentes da malária.
4. Exames microbiológicos
a. Detecção de microorganismos por coloração de Gram ou por cultura de exsudatos e
transudatos procedentes de cavidades corpóreas;
b. Detecção de antígenos de agentes infecciosos, por provas rápidas como a aglutinação
pelo látex, imunofluorescência ou EIE. Ex. Estreptococos do grupo B, Legionelas,
c. Pneumocistis carinii, Cryptococus, Vírus das Hepatites, etc;
d. Detecção de BAAR ou demonstração de M. tuberculosis depois de amplificação (PCR);
e. Detecção por cultura de salmonelas, Shigella sp., Campilobacte sp., C. difficile, C. perfringens, N. gonorrhoeae, B. pertussis, N. miningitides, C. diphteriae, assim como fungos como Aspergilus, Blastomyces, Coccidioides, Histoplasma, Cryptococcus;
f. Detecção de anticorpos contra o HIV;
g. Coprocultura para: Salmonella, Shigella, Campylobacter, Vibrio e ou Yersina;
h. Hemocultura positiva.
5. Sorologia
a. Reação Cruzada incompatível;
b. Teste de antiglobulina direto e indireto (Coombs) positivo em espécime de rotina;
c. Teste de Coombs positivo em cordão umbilical;
d. Títulos de hemácias alo-anticorpos significativos durante a gravidez;
e. Reação de Transfusão mostrando incompatibilidade de sangue transfundido;
f. Teste positivo confirmado para hepatite, sífilis e HIV;
g. Aumento dos níveis de anticorpos para agentes infecciosos.
Fonte:
1. The Journal of the Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, vol 14 no. 1(eJIFCC vol14 no.1)
2. Wallach Jacques, M. D. – Interpretação de Exames Laboratoriais -7ª Edição – 2003

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